I Heard You Play

Before the Show

Eu pensei em deixar o post sobre os dinamarqueses do Before the Show para um pouco mais adiante. Afinal, não faz muito tempo que seus conterrâneos (e amigos, e companheiros de Copenhagen Colaboration) do Alcoholic Faith Mission apareceram por aqui.

Mas aí, com o passar do tempo, e ouvindo mais a banda de Laurids Smedegaard e cia, foi ficando cada vez mais difícil de não mostrá-la.

Também fico achando que Copenhagen é uma daquelas “mecas” de boa música que ficam ali sem muito alarde e vão produzindo bandas e bandas que ficam esperando alguma chance de se mostrar ao mundo. Em alguns casos isso é um caminho irreversível para se tornar uma grande banda.

“Nós realmente acreditamos nesse álbum e queremos que o mundo inteiro o ouça. Esperamos a vida toda para fazer e lançar esse tipo de som”, diz o vocalista e letrista – e super bem humorado – Laurids.

E certamente a banda fará barulho. Não literalmente, já que o som do Before the Show é um banquete de pequenos sons que se misturam e formam canções de beleza ímpar.

“A grande diferença entre esse disco e o anterior (N.E.: curiosamente batizado como Hearts&Hearts) é que Years… é muito mais orgânico e ‘solto’ com mudanças de tempo, humores diferentes, sons diferentes. Nós meio que decidimos logo no início no processo que nós íamos tentar ser um pouco mais extremos na nossa expressão. E isso fez desse disco um álbum muito diverso. Mas esse é o ponto. Você tem que ouvir mais de uma vez para ter uma noção do mesmo”, diz Laurids.

O processo de gravação foi longo e trabalhoso. O disco foi registrado no estúdio da banda em Copenhagen e mixado por Tim Sorensen, amigo do grupo.

“Nós temos trabalhado nessas canções desde o lançamento de Hearts… em 2010. Nós constantemente reescrevemos, rearranjamos tudo até ficar do jeito que queríamos”, explica e completa “E, sim, nós somos neuróticos quando trabalhamos nos nossos discos”.

Como já deu para perceber, Laurids define o Before the Show como uma banda de workaholics. Daquelas que compõem, mexem, voltam, regravam…

“Sim, você está certo”, concorda, “nós trabalhamos demais na nossa música. Eu fuço em bytes, canções e letras todos os dias. Eu só continuo após todos esses anos. Desde os cinco eu toco e hoje tenho 29. E não fico cansado, pelo contrário”.

Ou seja, podemos esperar mais e mais da banda num futuro próximo. Mas por enquanto, o BtS só pensa em divulgar Years… para o maior número de pessoas possível.

“Estamos fazendo alguns shows pela Dinamarca por esses meses e, no fim do mês, o disco será lançado em outras partes do mundo. No começo de 2013 iremos para a Alemanha, Suiça, Polônia e talvez o Reino Unido para uma turnê”, conta.

No momento, a banda está ensaiando duro para esses shows. “Vai ser grande, tenho certeza. Nós amamos turnês”.

Ele não sabe dizer o porquê de tantas bandas dinamarquesas serem tão criativas. Até porque no som do Before the Show não há muitos elementos locais. “Não é que eu não goste, mas realmente não temos qualquer influência dinamarquesa na nossa música”.

O som do Before the Show, como dito mais acima, é uma grande mistura de estilos que vem de todos integrantes, apesar de tudo no fim se concentar em Laurids.

“Eu escrevo as músicas e o resto do pessoal me ajuda a dar vida à ela. E por motivos incríveis eles simplesmente conhecem os caminhos da minha música”.

Laurids define a banda como formada por pessoas bem tranquilas que carregam uma bagagem musical de anos. Como uma banda multi-facetada como o Before the Show, eles possuem influências bem distintas, como Smashing Pumpkins, The Smashing Pumpkins, Sting, Radiohead, Peter Gabriel, Pink Floyd, Red House Painters, Mark Kozelek, Sun Kil Moon, e até Underworld.

Mesmo com essa mistura de estilos e “cores” como ele mesmo diz, a musicalidade da banda passa por uma – como no Alcoholic Faith Mission – uma melancolia, ainda que nem tão acentuada como no conterrâneo. O amor, ou a forma como lidar na falta dele, é o que mais permeia as canções do Before the Show.

“Durante a composição desse disco, todos nós passamos por algum tipo de problema. Os desvios que falamos em uma das músicas, podem ser desde um coração partido, falta de emprego, doenças e etc. E a maneira como lidamos com esses tipos de problemas foi uma maneira de aguçar a criatividade na hora de escrever”, conta.

E finaliza: “Muitas das canções deste álbum são, em um sentido mais amplo, na verdade, de não lidar com como você se sente, o que pode ser muito perigoso para a mente, a longo prazo”.

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Before the Show

I thought about leaving the post about the Danish band Before the Show for a little later. After all, it has not been so long since their countrymen (and friends and fellow Copenhagen Collaboration member) from the Alcoholic Faith Mission appeared here.

But then, over time, after listening more and more to Laurids Smedegaard and co., it became ever increasingly difficult not to show it to you.

And also I’m tending to think that Copenhagen is one of those “meccas” of good music, that without much fuss produce great bands, just waiting for a chance to show them to the world. In some cases, this is an irreversible path to become a great band.

“We really believe in this album and want the whole world to hear it. I’ve waited my whole life to make and release this music”, tells the singer and lyricist – and super good-humored – Laurids.

The band will certainly make some noise. Not literally, since the music of Before the Show is a feast of small sounds that blend together to form songs of unparalleled beauty.

“The big difference between the two albums is that “Hearts” is pretty straight forward, with very few production variations, and “Years” is much more organic and loose, with tempo changes, different moods, different sounds, even different singers some places… We kind of decided very early in the process that we would try to be a bit more extreme in our expression, which has made the album pretty diverse. But that is the point. You have to listen to it more than once to get a sense of it.”, explains Laurids.

The recording process was long and laborious. The songs were recorded in the band’s studio in Copenhagen, and then mixed by Tim Sorensen, a close friend of them.

“We’ve been working on these songs since the release of our first album in 2010. We constantly re-wrote or re-arranged them, ‘till they sounded just right to us”, he reveals, and then adds: “We’re a bit neurotic and manic when we work on our albums…”.

As you may have noticed, says Laurids Before the Show is formed by a group of workaholics. The kind that composes, writes, changes, re-writes, re-mixes…

“Yeah, that’s right we work a lot on our music. Personally, I work on sound bits and songs and lyrics every day. I just keep going after all these years and I’ve been playing music since I was 5. I’m 29 now and still not bored with it… on the contrary, in fact.”

That is, we can expect more and more of the band in the near future. But for now, the only thing they think about is in publicizing “Years” to as many people as possible.

“We are doing some shows around Denmark these next couple of months. At the end of this month, the album will be released worldwide, which is very exciting. In the new year we’ll hit the road and tour in Germany, Switzerland, Poland and maybe even the UK”, he says.

Currently, the band is rehearsing hard for these shows. “Right now we’re rehearsing and preparing for the upcoming shows. It’s going to be great, I promise. We luv being on tour”.

He does not know why the Danish bands are so creative. Especially because, he says, he doesn’t see so many local references to sound of Before the Show: “Not that we don’t like Danish music, it’s not like that at all…”

The sound of Before the Show, as stated above, is a great mix of styles that comes from all members, though in the end everything’s focused on Laurids.

“I write the songs. The rest of the band help me in making them come to life, and for some amazing reason they just seem to get the direction of my music. Come to think of it, we never really discuss these things. I’m a lucky man, in that sense.”

Laurids says the band is quiet guys who carry a baggage of years and musical influences that range from Smashing Pumpkins to Sting, Radiohead, Peter Gabriel, Pink Floyd, Red House Painters, Mark Kozelek, Sun Kil Moon and Underworld.

Even with this mix of styles and colors, as he puts it, the musicality of the band also has certain a melancholy, though not as pronounced as their countrymen from the Alcoholic Faith  Mission. Love, or how to handle the lack of it, is what permeates most of the songs Before the Show.

“We all went through deviations, which can be everything from heart break to unemployment to sickness to family problems and more. We’ve experienced all them during the making of this album. And the way we dealt with them was by being creative and make this album”, he explains, to add: “a lot of the songs on this album are, in a broader sense, actually about NOT dealing with how you feel, which can be quite hazardous for the mind in the long run”.

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Este post foi publicado em outubro 31, 2012 às 12:31 pm. Ele está arquivado em Uncategorized e marcado , , , . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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